Dia 29 de Janeiro o Museu Berardo recebe uma nova exposição: da cauda à cabeça da artista Carla Filipe.
Os caminhos de ferro portugueses foram o ponto de partida para um trabalho inédito de grande escala e segundo a artista a exposição terá dois momentos: "Um mais sensorial, que evoca a paisagem, a geografia e o território nacionais. E outro momento que foca a museologia e as variadas formas de expor um arquivo. Este momento dedicado à museologia inclui itens provenientes de várias fontes, desde o arquivo pessoal da artista a outras coleções privadas. Estes elementos, documentos e objetos provenientes de vários arquivos, co-habitarão, na exposição, com as obras de arte, tendendo a alargar a noção do que pode ser hoje em dia uma instituição de arte contemporânea, de forma a abarcar uma pluralidade de discursos sobre o tema abordado. Ao proporcionar um momento onde a arte e o arquivo convivem no espaço museológico, potencia-se um conhecimento mais alargado sobre os caminhos de ferro portugueses, a sua geografia, a arquitetura, o contexto sociopolítico e a sua musealização."
Carla Filipe nasceu em 1973 e já participou em exposições como a Manifesta 8 ou a 13.ª Bienal de Istambul. Nas palavras de Pedro Lapa, director artístico do museu e curador desta exposição, no seu trabalho Carla "procede a uma arqueologia das questões e formas de vida que, no curso da modernidade, despertaram expetativas cuja realização se revelou bem diversa. Muitos dos seus trabalhos revelam um cariz autobiográfico, alguns reportam-se a episódios de micro-histórias, outros à própria história. Todos eles são constituídos por uma estrutura narrativa onde o desenho, o objecto, a palavra e a instalação constituem os meios recorrentes".




























