DIÁRIOS DO UMBIGO

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Nunca sei do, ou para o que fujo… Continuo a parar naquela mercearia que também vende baldes coloridos e havaianas falsificadas a 2 euros. Esqueço-me sempre de alguma coisa na ânsia da corrida para a frente. E umas havainas dão sempre jeito para sentir a areia nos pés. O caminho é longo mas desta vez fi-lo de comboio. Gosto de olhar pela janela e lembrar-me das viagens que fazia em criança quando não admitia que a minha mãe dissesse ao revisor que eu era um ano mais novo. Acusava-a sempre.

Por outro lado, assim, esta viagem é feita com as mãos livres de volante, o que permite deslocar-me alheado da estrada e dos sinais de trânsito. Aproveito para escrever uma carta que nunca vou enviar. Faço planos para dois dias de memórias que estão guardadas naquele lugar de areia.

Mesmo ali, atrás das dunas aquela casa com um pequeno relvado escondido nas traseiras onde tomava banho de água doce. Hei-de cozinhar naquele fogão industrial depois do dia passado na praia...

Prometo a mim mesmo que um dia me mudo para ali e já não marco regresso. Enfim, as promessas são o que são.

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