DIÁRIOS DO UMBIGO

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Em 1992 fui de férias para o Algarve com uns amigos. Saíamos à noite todos os dias. Numa dessas noites fomos à Trignometria na Quinta do Lago, que tinha uns patamares ao redor da pista e uma espécie de varanda a toda a volta. Gostava de ir cedo para as discotecas para poder dançar e sentir a música. Nessa noite fui deveras surpreendido por uma música muito envolvente, com umas teclas tocadas de um modo que se assemelhava a uma improvisação jazzística.

Fechei os olhos no meio da pista, só voltei a abri-los lá para o meio da música e para meu espanto estava toda a gente a dançar. A pista e os patamares estavam agora repletos. Senti-me muito bem com aquela moldura humana e com aquela boa onda sonora que se ouvia. Ao regressarmos a casa não nos calávamos com o que seria aquela música. Não tardei a descobrir e, assim que regressei a Lisboa, corri a comprar o disco que muita gente ainda hoje me pergunta o que é. Eu e esses meus amigos chamamos-lhe o hino.

A faixa Plastic Dreams de Jaydee (Robin Albers), o holandês que foi tricampeão de luta livre e pertenceu à equipa nacional de basebol, chegou aos tops. Era fantástico como nessa altura se ouviam boas músicas nos tops mundiais. Oxalá hoje assim fosse.

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