• none
  • none
  • none

É interessante reparar como a moda anda sempre de mãos dadas com os movimentos de vanguarda de outras áreas criativas. Tomemos o exemplo da música: numa altura em que se verifica um grande revivalismo do rap e do hip-hop dos anos 90, bem como uma emergência de novos géneros musicais como o “trap”, surgem também novas marcas e criadores de moda que esteticizam essas mesmas tendências culturais.

Mykki Blanco, Le1f, Azealia Banks, ZEBRA KATZ, A$AP Rocky, Brooke Candy, Riff Raff e Kitty (inicialmente, Kitty Pryde), são apenas alguns dos artistas musicais que têm quebrado barreiras dentro do mundo do rap e do hip-hop, transgredindo questões relacionadas com o poder, género e raça. O mesmo se tem verificado na cena da moda, em que podemos assistir ao surgimento de uma nova onda de designers que subverte a estética associada ao sportswear, à cultura urbana, do skate, do rap e do hip-hop, misturando-a com elementos extremamente femininos como rendas, transparências, cores pastel, decotes acentuados, peças justas, saias e cortes que deixam à vista e enfatizam partes eróticas do corpo masculino.

Astrid Andersen, Shaun Samson, Nasir Mazhar e Hood by Air pertencem a esse grupo de marcas/designers, que simultaneamente influencia e se deixa influenciar pela estética dos vários artistas musicais mencionados anteriormente.

Tendência passageira, ou não, torna-se interessante registá-la. Estamos perante um fenómeno nunca antes visto que promete tornar a cena do rap e do hip-hop num “espaço” muito menos repressivo.

Related Post