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Menina Limpa, Menina Suja é o título de uma série de obras de Ana Vidigal de 2000 e impõe-se como título desta exposição, já que constitui uma síntese perfeita dos seus trinta anos de trabalho que esta mostra antológica pretende revisitar. Menina Limpa, Menina Suja ou, como escreve numa das obras da série, «ao lado de uma menina limpa há sempre uma menina suja», Vidigal construiu um universo único e autoral a partir de múltiplas autorias, tanto plásticas como literárias. Os textos que surgem nas suas telas têm, tal como os signos visuais, múltiplas origens e diversas hierarquias.

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A obra de Ana Vidigal (Lisboa, 1960) foi sempre conotada sobretudo com a pintura, mas esta exposição pretende que o seu trabalho não fique reduzido a essa técnica; a própria artista chamou de «trabalho paralelo» a essa outra dimensão mais espacial e, no limite, mais experimental.

Funcionando como chave para toda a obra da artista, no início da exposição apresenta-se um vídeo de 2000, intitulado Domingo à Tarde, revelando a prática, a metodologia e o processo de Vidigal.

Esta antológica procura mostrar as várias dimensões da obra de Vidigal porque elas são contínuas e paralelas e porque seguramente sem o «trabalho paralelo» a pintura seria outra; entre os materiais «sujos» da pintura e a «limpeza» dos materiais de escritório e de retrosaria existe um trânsito e um fluxo de quem deseja inverter pirâmides valorativas e trazer para primeiro plano o que habitualmente está em último.

Curadoria: Isabel Carlos

De 23/07 a 26/09/2010
Das 10h00 às 18h00, Terça a Domingo
CAM, Gulbenkian

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