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5 Sugestões Culturais: Jonathan Uliel Saldanha

O que podemos fazer por casa? Ou que sugestões culturais nos podem ajudar a navegar em tempo incerto? De um livro a um podcast, álbum ou filme, aqui ficam as recomendações de artistas, curadores, galeristas, ativadores culturais, amigas e amigos.

Vamos partilhar a receita do que melhor nos faz, para seguirmos unidos e positivos.

A UMBIGO tem vindo a partilhar a secção 5 sugestões culturais desde o início da pandemia.

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Música

Phelimuncasi: 2013 – 2019
Phelimuncasi
2020

Disco deste coletivo que está na génese do estilo Gqom. Acompanhei a formulação deste disco durante a minha estadia no Uganda, ouvindo durante semanas estas e outras faixas que compõem este disco fundamental e fresco.

Sound Characters
Maryanne Amacher
1999

Uma das minhas compositoras prediletas, que pude ver ao vivo numa magnífica e ressonante meditação sonora. Teve em vida poucas edições (na realidade apenas esta), tornando este disco de fundamental importância para a compreensão da pesquisa única feita por uma artista excecional.

Filmes

The Last Wave
Peter Weir
1977

Filme que acompanha bem o clássico Picnic at Hanging Rock e que expande algumas temáticas da alteridade, para uma narrativa onde a dimensão atávica da paisagem se manifesta a partir da cosmogonia aborígene australiana.

Possessor
Brandon Cronenberg
2020

Filho do mitológico realizador David Cronenberg, Brandon tem neste filme uma visão elétrica da possessão e do seu lugar no futuro/presente.

Livro

Intelligence and Spirit
Reza Negarestani
Urbanomic/Sequence Press

2018

Autor que sigo desde um texto lido anos atrás, o The Corpse Bride e que neste livro expande noções de inteligência e espírito na sua expansão para o domínio do artificial.

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Jonathan Uliel Saldanha é músico, artista visual, construtor sonoro e cénico. É atualmente artista associado do Teatro Municipal do Porto. Investiga zonas de interceção entre a pré-linguagem, alteridade, ficção científica, som enquanto vetor de contágio e a tensão entre o sintético e a paisagem.

Em 2021 estreou a curta metragem AFTER THE LAW nos Rencontres Internationales Paris/Berlin. Em 2021 mostrou a instalação SWARMING DECAY na Culturgest/Carpintarias de São Lázaro editou o disco Lithium Blast de HHY & The Kampala Unit na Nyege Nyege.

Em 2019 estreou a peça para voz e escultura SCOTOMA CINTILANTE / DISMORFIA (Universidade Católica do Porto, BoCA, Teatro Nacional São Carlos, Lisboa), a peça para percussão eletrónica BROKEN FIELD ATLANTIS (FITEI, TM Rivoli), a exposição PLAGUE VECTOR (Galeria Municipal de Braga), LOCUS HORRIBILIS (Galeria Solar), BEHEMOTH REPUBLIC (Geometria Sónica no Arquipélago – Centro de Artes). Entre 2016/18, apresentou a instalação Vocoder & Camouflage, a peça O POÇO, a instalação OXIDATION MACHINE, a exposição AFASIA TÁTICA e a peça/filme SØMA nos festivais Festival DDD, Verão Azul, Festival DoDisturb – Palais de Tokyo, Anozero Bienal de Coimbra, Culturgest, Cordoaria Nacional Lisboa. Em 2012 foi co-curador do programa SONORES – som/espaço/sinal para a Capital Europeia da Cultura de Guimarães. Foi, desde 2009, cocriador das peças cénicas Nyarlathotep e Máquina da Selva apresentadas no Accès(s) Festival, Balleteatro e no Museu de Serralves. Compôs ainda uma série de peças para voz, eletrónica e espaço ressonante: KHOROS ANIMA, SANCTA VISCERA TUA, DEL, SILVO UMBRA e PLETHORA. Atuou em concertos nos festivais Unsound, Le Guess Who?, Sónar, Primavera Sound, Amplifest, Out.Fest, Milhões de Festa, Neopop ou Elevate. Dirige o projeto HHY & The Macumbas e foi o fundador do coletivo SOOPA, editora e programadora de concertos e performance iniciada em 1999, no Porto. Tem o filme/ensaio MÁQUINA DA SELVA / MUNDO DE CRISTAL editado pelo Museu de Serralves.

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