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Lisboa ao Ouvido no Open House de 2020

Num ano de reaprendermos a viver em cidade, também o Open House Lisboa se reinventou e se adaptou ao peculiar contexto de 2020.

Não podemos estar em grandes grupos dentro de edifícios, mas podemos e devemos olhar, interpretar e repensar a cidade que nos engole diariamente.

Oito passeios sonoros são propostos nesta edição, a partir de oito vozes da cultura, oriundas de diferentes áreas: o arquiteto Gonçalo Byrne; o escritor Gonçalo M. Tavares; a comunicadora Inês Meneses; a cineasta Leonor Teles; a coreógrafa Lígia Soares; a jornalista Paula Moura Pinheiro; o historiador Rui Tavares e o músico Tomás Wallenstein.

A partir de narrativas que nos podem chegar por streaming ou download, através do site oficial do evento, um telemóvel e uns auscultadores são os equipamentos necessários para darmos resposta ao convite de nos deixarmos guiar ao ritmo que desejarmos, em percursos independentes.

O evento chega-nos no próximo fim de semana de 26 e 27 de setembro, mas, desta vez, os percursos poderão ser feitos à posteriori ou até escutados em nossas casas. Mas nada como viver Lisboa sem resistir a olhares tão diferentes e ricos como:

ENTRE A VULNERABILIDADE E A RESILIÊNCIA onde o arquiteto Gonçalo Byrne “explora a história e afina a perceção da evolução da cidade mais antiga, do terramoto até à modernidade. Um passeio entre Alfama e o Chiado, feito de pátios, largos, ruas estreitas, escadas e miradouros com portas para o sol”;

ESPAÇO, CADEIRA, CAMINHO E ESCRITA onde “Deambulamos neste binómio, potência que eleva as Avenidas Novas e as torna entrelinhas neste guião, cidade onde todas as obras de Gonçalo M. Tavares foram escritas. Nestes trajetos espontâneos tem como companhia as personagens do escritor e pode optar por quatro itinerários distintos, passando e conhecendo ruas e passagens de livros distintos: porque a cidade e a sua arquitetura são um território que se palmilha não apenas com os pés, mas também com o edificado literário e artístico”;

OS AMANTES DO CALEIDOSCÓPIO, o percurso de Inês Meneses, que se apresenta também como um mapa sentimental, onde se “Exploram espaços com os quais estamos familiarizados, mapeadas ao ouvido para contemplar vagarosamente com o olhar. Porque só as nuvens são o repouso dos amantes”;

ARROIOS, AO REDOR é a proposta de Leonor Teles que “convoca movimentos, espíritos e estéticas, passaportes necessários para viajar entre descampados e ruas estreitas, entre histórias de cinemas devolutos e diferentes correntes arquitetónicas”;

PASSADA LARGA, “Distraídos ou hipnotizados, assim viajamos dentro da cabeça da coreógrafa Lígia Soares (…) numa experiência sonora para deambular por cafés e livrarias, espreitar os Prazeres e a Estrela, explorar azulejos, cores, texturas. Passada Larga é uma viagem sensorial que desperta a atenção aos detalhes”;

RENOVADAS AVENIDAS NOVAS em que Paula Moura Pinheiro nos permite “Um percurso feito de memórias individuais e coletivas para um reencontro com as renovadas Avenidas Novas onde lojas como histórias – que nascem nas roupas da loja familiar Casa Xangai, na Pastelaria Versailles, ponto de passagem obrigatório da vida cultural a partir de 1922 e na Pérola do Chaimite – têm morada e lhes dão alma”;

A CASA DAS PERGUNTAS E O POÇO DA MEMÓRIA onde “O historiador Rui Tavares leva-nos até 4 de abril de 1571 num percurso que mergulha não apenas no tempo, mas também na história (…) neste desafio para visitar Lisboa em retrospetiva, navegando pela história e pelos mitos”;

BAIRRO DE ALVALADE, “Aos olhos de Tomás Wallenstein, Alvalade também é a sua casa (…)  Palco de revoluções, agitações e celebrações: assim é Alvalade. E, agora, chama por si.

A Trienal de Arquitetura de Lisboa promove esta 9ªa edição do Open House Lisboa de uma forma onde os percursos sonoros nos irão conduzir para enriquecermos visão, tato, olfato. A Cidade para ser vivida, a cidade para ser entendida.

De 26 a 27 de setembro.

Fabrícia Valente é formada em Arquitetura pela Universidade de Évora (pré-Bolonha) e tem formação em áreas complementares como o vídeo, a fotografia e a produção de exposições temporárias. Desenvolve a sua atividade entre a Curadoria (ex: Pavilhão KAIROS), a Crítica (é editora da secção online de Arquitetura da Umbigo Magazine e faz parte da redação do J-A) e a Mediação Cultural (Museu Coleção Berardo e MAAT), já tendo trabalhado em mais de 90 exposições. Colabora com diversas entidades na procura da multidisciplinariedade entre a Arquitetura, as Artes Plásticas e a Música, áreas onde está a desenvolver trabalhos de investigação.

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