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5 Sugestões Culturais — João Salaviza

O que podemos fazer por casa? Ou que sugestões culturais nos podem ajudar a navegar em tempo incerto? De um livro a um podcast, álbum ou filme, aqui ficam as recomendações de artistas, curadores, galeristas, ativadores culturais, amigas e amigos.

Vamos partilhar a receita do que melhor nos faz, para seguirmos unidos e positivos.

Desde o início da pandemia, a UMBIGO convida quinzenalmente uma pessoa a partilhar as suas 5 sugestões culturais.

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Livro

A Queda do Céu
Davi Kopenawa e Bruce Albert
Companhia das Letras, 2015

Davi Kopenawa, um importante xamã do povo Yanomami, partilhou as suas palavras e reflexões durante trinta anos ao etnólogo Bruce Albert.

É um livro colossal, com poderosas reflexões xamânicas, relatos autobiográficos do jovem Davi nas profundezas da Amazónia, até chegar aos primeiros encontros com os brancos e as lutas pela defesa da floresta e do seu povo. É um livro sem precedentes e que desestabiliza todos os cânones, sendo ao mesmo tempo uma detalhada autobiografia, um profundo tratado xamânico, uma contra-etnografia e um brutal manifesto político.

Álbum

Passaporti
Karlon
Kreduson 2016

O histórico Karlon (fundador dos Nigga Poison e pioneiro do rap crioulo em Portugal) lançou esta pérola em 2016: o álbum é uma viagem pela música cabo-verdiana, cruzando o funaná, as mornas e coladeras com o hip-hop. A voz bela e profunda do Karlon narra a sua história de vida e a dos seus familiares retratando também a força da cultura cabo-verdiana.

Filmes

Ciclo dedicado ao realizador senegalês Ousmane Sembène, parceria entre o IndieLisboa e a Cinemateca. Programação completa aqui.

E regressar ao cinema (e às poucas salas dedicadas ao cinema independente, que resistem estoicamente em Portugal)

Rádio

Radio Yandê

A Radio Yandê é dirigida por um coletivo de jovens de várias etnias do Brasil e difunde a cultura indígena através de uma rede descentralizada de colaboradores em várias aldeias e comunidades.

Blog

闯 Chuǎng

Jornal online e textos críticos do misterioso coletivo 闯 Chuǎng disponíveis aqui.

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João Salaviza (1984, Lisboa) estudou Cinema na ESTC e na Universidad del Cine em Buenos Aires. Em 2018 estreou Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos (co-realizado com Renée Nader Messora) no Festival de Cannes, recebendo o Prémio Especial do Júri – Un Certain Regard. O filme foi lançado comercialmente em vários países, destacando-se França onde foi visto por 50.000 espetadores.

Montanha, a sua primeira longa-metragem, estreou no Festival de Veneza (Semana da Crítica) em 2015, no seguimento das curtas-metragens Rafa (Urso de Ouro na Berlinale 2012) e ARENA (Palma de Ouro em Cannes 2009). Os filmes de João Salaviza foram alvo de várias exibições e sessões retrospetivas em festivais e em espaços como o Centre Pompidou, La Biennale di Venezia de Arquitetura, Malba Buenos Aires, Haus der Kulturen der Welt, Barbican Centre, Tabakalera, Casa de America Madrid, entre outros. As suas últimas curtas foram lançadas no Festival de Berlim: Altas Cidades de Ossadas em 2017, e Russa (co-realizado com Ricardo Alves Jr.) em 2018.

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