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De noite vivem estrelas, cintilantes!, de Luís Silveirinha

De noite vivem estrelas, cintilantes! é a mais recente exposição de Luís Silveirinha no Project Room do Banco das Artes, em Leiria.

Percorrendo as reflexões poéticas de Goethe sobre o olhar, de onde se retira, aliás, o título da exposição, Silveirinha concebe uma série de desenhos que perscrutam essa íntima relação entre a visão e a imagem, entre a imagem e o desenho. O artista pensa o fenómeno percetivo e a construção da arte fazendo. Na arte, a teoria de pouco vale sem a prática, e vale mais o pensamento poético que o racional.

Simultaneamente, o Silveirinha releva a importância da leitura da obra de arte, que se situa, por sua vez, entre a memória, a imaginação e o poder dos sentidos. Tudo parece ser qualquer coisa, mas nunca exatamente, porque as associações são múltiplas e as formas e os signos são uma metamorfose do vegetal para o mineral, do mineral para o antropomórfico. O míster da sua obra situa-se, portanto, na incerteza das interpretações. Segundo Hugo Barata, curador da exposição, as obras “sugerem um ciclo entre a sombra e a luminosidade, um jogo conceptual de renovação de linguagens enquadrado num espaço de ambiguidade, alicerçando a sua forma num chamamento deliberado ao escapismo do puramente racional.”

De noite vivem estrelas, cintilantes!, de Luís Silveirinha, até 30 de julho, no Banco das Artes de Leiria, um local que se vai tornando, projeto após projeto, um ponto de paragem obrigatória para a arte contemporânea em Portugal.

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