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Diário do MNAC durante a quarentena

O estado de emergência foi levantado, mas a cautela obriga-nos a permanecer em casa. Há progressivamente mais movimento nas ruas e o sistema cultural vai titubeantemente abrindo, acautelando novos modos de funcionamento dos equipamentos culturais.

Neste sentido, ainda que haja alguma retoma das atividades ditas normais, a presença no online vai continuar, porque a desmobilização foi muita e resta ainda algum receio. Vem isto a respeito das várias publicações feitas pelo Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado (MNAC), nas redes sociais, que representam agora um interessante olhar sobre a coleção e os bastidores do museu.

Aludindo a uma expressão da artista Sarah Affonso, “O diário das pequenas coisas” foi uma estratégia introspetiva de pensar o museu, rever a coleção que o suporta e dar a conhecer os profissionais que nele trabalham, algures entre o silêncio vigilante dos visitantes e o zelo atento da conservação. O Facebook tornou-se, assim, um arquivo intimista, mas público, capaz de informar e de fazer chegar ao grande público, por exemplo, as obras mais notáveis do MNAC (sempre devidamente enquadradas no contexto da época e também da missão museológica) e a história de uma coleção dividida entre a modernidade e a contemporaneidade.

Relembram-se, portanto, as várias publicações sobre O Grupo do Leão de Columbano Bordalo Pinheiro, por Maria de Aires Silveira; o texto de Emília Tavares sobre as Exposições de Fotografia do MNAC e os retratos de San Payo; a exposição Cravos e Veludo. Arte e Revolução, por Adelaide Ginga; ou a obra de António Sena por Emília Ferreira.

O que MNAC nos propõe é, nesta perspetiva, uma revisão crítica da história do museu, da coleção e do património português, de acordo com um caminhar na cronologia passada do Facebook e articulada em cinco pontos de leitura: História de Uma Coleção, Histórias da História de Uma Coleção, Glossário, Outros modos de ver e Inspiração MNAC.

Serve também a ocasião para assinalar a reabertura do museu, no dia 18 de maio, numa coincidência feliz com o Dia Internacional dos Museus, e para relembrar o esforço incansável do MNAC e de outros museus públicos de fazer chegar aos cidadãos acervos, espólios e obras que fazem parte da história do país.

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