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Mel da Senhora do Labirinto, de André Sier

O campo digital é um labirinto de textos, contextos, hipertextos, imagens e mitos que se constroem e desconstroem amiúde, plenos de referências, hiperligações e personagens várias. É um labirinto tão denso quanto o labirinto do cosmos, tão complexo quanto o labirinto de Dédalo. E entre a passividade e a atividade, o labirinto digital assume diferentes composições comportamentais e de ação: a leitura, a investigação, a performatividade, o cálculo e, até, ou sobretudo, a ação dos videojogos.

Mel da Senhora do Labirinto, de André Sier, é um mergulho profundo na criação digital e computacional, da tecnologia ao serviço da arte; da ideia, da imagem e dos objetos que perseveram para além do virtuosismo técnico e não se perdem nos processos computacionais.

Como é apanágio da sua obra, Sier concebe um território indagatório e performativo através do desenho digital, do código, da escultura impressa e dos videojogos. A exposição é uma narrativa sobre os labirintos humanos (ou pós-humanos) e sociais do digital, diferentes em tudo na aparência dos labirintos míticos, mas semelhante na sua matriz conceptual. E é desta forma que encontramos os mesmos Dédalos, os mesmos Teseus, Ariadnes e Minotauros, encerrados no desejo de libertação, mas condenados à tragédia da existência.

Até 29 de fevereiro, na Zaratan – Arte Contemporânea, Mel da Senhora do Labirinto, de André Sier.

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