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Inaugura segunda-feira, dia 15, a Galeria Francisco Fino, em Lisboa, que virá representar dezassete artistas portugueses e estrangeiros, depois de anos em regime mais ou menos “nómada”.

O local escolhido é Marvila/Xabregas, uma zona da cidade que tem vindo a acolher outras galerias e projetos culturais e que cujo património industrial tem suscitado interesse por parte de iniciativas privadas várias.

De acordo com Francisco Fino, a abertura repentina de várias galerias em Lisboa confirma um otimismo salutar a acompanhar e representa “o melhor dos cenários possíveis” após um extenso período de alienação e de um “grande conservadorismo no colecionismo português”. A presença da ARCO é, de resto, manifesto desse interesse crescente pelo mercado da arte em Portugal, mas sugere que há espaço para fazer ainda mais pelo setor.

Não se pode falar em estratégia diferenciadora perante outras galerias: o mercado da arte, apesar de seguir os mesmos ditames capitalistas, não obedece exatamente às mesmas leis concorrenciais de outros mercados. Mas existe uma estratégia que é a de abrir a arte aos portugueses através do espaço galerístico e de inverter uma certa “intimidação dos portugueses em visitar galerias, quando há exposições em galerias, às vezes, mais interessantes do que nos próprios museus”.

O esforço de internacionalização é outro vetor fundamental da galeria, já iniciado pela participação na SPartes de São Paulo, e, para 2018, outros projetos estão a ser preparados. A participação na secção Opening da ARCO Lisboa constitui, de certa forma, um andamento nesse sentido.

Francisco Fino, em conversa com a Umbigo, sugere ainda que há trabalho a fazer no que toca ao sistema da arte em Lisboa, nomeadamente o facto de haver uma malha urbana de galerias muito dispersa na capital, o que impossibilita uma eventual otimização de recursos como acontece noutras cidades cosmopolitas. Alguns polos, “especialmente em Marvila e Alvalade”, confirmam, no entanto, que esse passo de consolidação está a ser dado.

Dia 15, esta segunda-feira, a exposição Morphogenesis abre ao público e, segundo o curador João Laia, procura “pensar a condição atual contemporânea”, “polifónica” e muito “eclética”, de transformações aceleradas e diferenças vincadas. Este conceito de morfogénese tem origem na biologia, mas aqui o curador procurou fazer dele uma interpretação sociológica de modo a abraçar todo um grupo de artistas muito distintos, de diferentes pontos do globo, e que a galeria tem vindo a representar (Gabriel Abrantes, Vasco Araújo, Diana Policarpo, Saskia Noor van Imhoff, Maria Loboda, entre outros).

Caroline-Achaintre_Om-Nom-Ore_2015
Irma-Blanck_Radical-Writings_1992
Irma-Blank_Trascrizioni_1973_Credits-photo_C.-Favero
Karlos-Gil_L´objet-de-repetition_2016_003
Maria-Loboda_The-Depth-Boys_2016
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A marcar na agenda: inauguração a 15 de Maio, pelas 22 horas, Rua Capitão Leitão, 76, Lisboa.

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