ARTE

logo_facebook logo_twitter logo_tumblr logo_instagram 

  • none
  • none
  • none
  • none
  • none
  • none

Inauguram hoje às 19h as tão esperadas exposições do novo MAAT (Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia). O novo edifício, desenhado pelo atelier de arquitetura Amanda Levete Architects, abrirá as portas em outubro mas a partir de agora é este o nome do espaço que junta o novo museu com a Central Tejo. Assume como lema o facto de ser para todos uma vez que, nas palavras de Pedro Gadanho "não é só para uma elite. Queremos que as pessoas percebam que a arte contemporânea serve para dialogar com elas e é importante despoletar o interesse de um grande público".

Desta primeira aparição da programação do MAAT fazem parte quatro exposições que acontecem em espaços do edifício que foram completamente renovados e ampliados para 600m², 400 m² e o espaço Cinzeiro 8 que passou a ter 220m². É lá que podemos ver a exposição de Edgar Martins Silóquios e Solilóquios sobre a Vida, a Morte e outros Interlúdios. Uma visão da morte a partir de uma investigação do artista ao espólio do Instituto de Medicina Legal do qual digitalizou mais de 3000 negativos. Segundo Edgar trata-se de "um projeto que tenta compreender qual é a nossa relação com a morte ao mesmo tempo que tenta compreender qual é que é o papel da fotografia neste processo". Sergio Mah, curador da exposição, acha o tema fascinante e questiona-se "como é que a morte instigou ao aparecimento das primeiras imagens? A fotografia introduziu esta relação entre a imagem e a morte e não é por acaso que o Edgar toma como partida uma investigação no Instituto de Medicina Legal".

EdgarMartins
Edgar Martins, Carta de despedida, 2016

Ciência e Tecnologia Fundem-se com a Arte Contemporânea

O percurso continua pelos corredores históricos da Central Tejo em salas renovadas e com uma nova comunicação visual a cargo do ateliê P-06. Na sala das Caldeiras, a arte contemporânea pelo meio da maquinaria industrial com a mostra do Artists' Film International. Tendo a tecnologia como tema, a curadora Inês Grosso selecionou nove trabalhos, entre eles o de Igor Jesus, uma das mais recentes aquisições da Fundação e o artista mais jovem da coleção, iniciada há mais de 10 anos.

IgorJesus
Igor Jesus, POV, 2015

Podemos ver parte desta coleção na exposição Segunda Natureza, com cerca de 50 obras, realizadas por 26 artistas, que nos recebe com uma obra de Gabriela Albergaria – uma também recente aquisição da coleção. Luísa Especial, curadora da exposição, conta que esta resulta da investigação desenvolvida durante um ano entre si, Pedro Gadanho e a equipa do museu num olhar pela coleção que é apresentada pela primeira vez em Lisboa. "Sabendo nós que os artistas não decalcam diretamente da natureza, mas constroem novos mundos sobre o mundo natural e filtram-no à sua maneira. Nós agregámo-los em diversos momentos e as obras estabelecem uma série de vínculos".

SandraRocha
Sandra Rocha, Sem título (DR – Um Diário da República, 2012), 2014

Lightopia encerrou o nosso percurso. Uma exposição em parceria com o Vitra Design Museum, através da curadora Jolanthe Kugler, onde mais de 300 obras mostram como a luz elétrica revolucionou o mundo em que vivemos, como alterou as cidades e criou novas formas de trabalho. À entrada um vídeo que nos mostra a "velocidade da luz" em cidades como Chicago, Tóquio, Nova Iorque ou Paris e atrás um mapa do mundo evidencia a forma como a energia está distribuída, revelando a fraca iluminação nos países subdesenvolvidos.

RossiMolinari
Studio Rossi-Molinari, C2, 1969
 (fotografia: Sammlung Vitra Design Museum, Daniel Spehr)

Principalmente focado na arte contemporânea, o MAAT, segundo Pedro Gadanho, "não é só um museu dedicado à contemplação estética, mas também um museu que vai mexer com as pessoas e que as vai questionar".

ARTIGOS RELACIONADOS

Arte

Newsletter

Subscreva-me para o mantermos actualizado: