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Imagem de capa: Pepo Salazar*

Começou hoje, dia 24, a Arco Madrid, a maior feira de arte contemporânea. Comemora 35 anos e até dia 28 leva até Madrid o que de melhor se tem feito nestes domínios. Num total de 221 galerias de 27 países, 11 são portuguesas nesta edição onde estão presentes mais de "150 directores de museus, bienais e críticos de arte", revela o director Carlos Urroz Arancibia, acrescentando que pretende com a Arco Lisboa "fazer uma feira que sirva as galerias e o público e que os coleccionadores descubram uma Lisboa fantástica". Será mais pequena que em Madrid, com a presença de 40 galerias, e com um formato diferente".

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Nesta edição os 35 anos da Arco Madrid são comemorados com uma seleção de galerias que ilustram três décadas de história na secção Imaginando Otros Futuros que – entre as 33 galerias participantes – conta com a participação de Cristina Guerra que leva ao espaço os artistas Lawrence Weiner e Filipa César.

Além deste projecto especial Cristina leva para a feira uma série de artistas que são parte integrante da galeria como João Louro, João Onofre, Yonamime, entre muitos outros. "O problema é colocar tantos artistas em 70m2". Para Cristina a Arco foi a primeira feira em que maior número de galerias participaram e "o primeiro passo para a internacionalização dos artistas. Simplesmente acho que a própria Espanha tem problemas de internacionalização. Estamos na Península Ibérica e tivemos uma história comum e fechada. Tivemos colónias que outros países não tiveram e agora há que apanhar este mundo da Europa que se tornou global e temos uma vantagem nessa globalização porque a América do Sul fala espanhol e português e a própria África também". Relativamente à Arco Lisboa, "acho que tem que haver uma complementaridade. Já que a Arco é uma marca e conseguiu impor-se a nível internacional, Lisboa pode ser complementar e fazermos todos um trabalho melhor". Já para José Mário Brandão – Galeria Graça Brandão – o facto de vir para Lisboa significa uma derrota, "mostra que não fomos capazes de organizar uma feira de arte". Nesta edição José Mário dará destaque a dois artistas, Nuno Sousa Vieira que neste momento está a expor na galeria e a "um trabalho muito especial da Ana Vieira". Para ele "a Arco Madrid é a nossa feira. Talvez seja o galerista mais antigo, participei na segunda ou terceira Arco". Para José Mário é muito importante a internacionalização que a Arco permite, "um artista que fica reduzido às suas fronteiras fica deprimido".

Enquanto decorre a Arco Madrid já muitos estão atentos à Arco Lisboa que irá decorrer de 26 a 29 de Maio na Cordoaria Nacional.

*Hashtag me please, #Zzz,zzz (excitotoxicity pro-performance cascade). Two yellow faces, 2015 / Video, sound, television, Blanc de Meudon / 72x113x23 cm; 39m16s / Cortesia do artista e da Galeria Joseph Tang.

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