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Com mais ou menos acne, borbulha encrustada ou pelo encravado há matéria que não se perde, ou pelo menos não se deve, desde a juventude – o acto de rebeldia. Jovem com causa ou sem ela, a desenhar a com círculo em volta ou frase como manifesto há um símbolo que permanece eterno – o coração. Poucos são os que o desenham na perfeição e que o abarrotam com banda sonora a condizer. Tony de Matos? Também. Mas este crooner do novo século não veste fato, mas camisas estampadas, quando não as despe, e utiliza microfone com a delicadeza de galã convicto. Dá pelo nome de Pedro la Flama Blanca. Serão poucos que, no virar de ano, ainda não conhecem o intergaláctico Baile Tropicante.

Se na edição anterior tivéramos como convidado Daniel Kisluk, um verdadeiro atlas da diversidade que desde Atlântida, ex-URSS, Israel e Brasil nos convidava para um caleidoscópio de sons tribais e futuristas, de lasers e mutações espaciais, o nosso curador de eleição, se por curador se entender "tipo que cura doenças do foro emocional e sexual" (Flama dixit) escolheu para esta edição do Baile Tropicante o DJ Ops.

Ops é membro e principal responsável pela produção musical do Sistema Criolina (coletivo sediado entre São Paulo e Brasília). Ops leva vida preenchida entre as tournées no Brasil e doze anos a trocar fusos horários e a aldrabar o jet lag entre América do Sul, Oceânia e Europa. Já tocou em festivais da talha de um Womex (Dinamarca), Solidays e Rio Loco (França), Europalia (Bélgica e Holanda), Porto Musical, Universo Paralello e Cena Contemporânea (Brasil) e outra lista ainda maior, que fica engrandecida com uma noite no túnel mais bonito de Lisboa – o Musicbox. Mas artista que tem como nome Ops não gosta de tocar sozinho. “Mais vale só que mal acompanhado” não é divisa para estes senhores de anca leve e calcanhar ventoinha e para dançar sem par só com a gabardina de Peter Falk. Assim, que Lauryn Hill, Gotan Project, Manu Chao, The Skatalites, Jorge Ben já tiveram o prazer de ter a companhia deste senhor. Ok, o recíproco também pode ser verdadeiro. Pelo meio, participa em colectâneas pela Far Out Recordings, Mais Um Discos, Sounds and Colours, Man Recordings e Brazilian Bass & Beyond e juntamente com Barata e Pezão (restantes elementos do Sistema Criolina) criaram um bloco de carnaval (Aparelhinho), promoveram oficinas educativas, para além da web-série Sala Criolina, um programa de entrevistas com os destaques da música brasileira actual e o programa Rádio Criolina, apresentando música contemporânea.

Ops que, tal como Daniel, se deixou seduzir pelos encantos lisboetas promete corresponder ao espírito do Baile Tropicante e não descansar enquanto não houver dança desenfreada e não terminarem, como habitualmente, todos uns em cima dos outros.

BAILE TROPICANTE FEAT DJ OPS (SISTEMA CRIOLINA) + LA FLAMA BLANCA + JUAN DINIS

MusicBox . 21 Novembro . 01h30

Entradas: €5 (até às 3h) €8 (depois das 3h)

Evento: www.facebook.com/events/717714058323539

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