ARQUITECTURA

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Fotografias: Fernando Guerra | FG+SG.

Orgulhamo-nos todos por Portugal ter dois Arquitectos premiados com o Pritzker Prize e pelo facto de os nomes de Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto Moura serem sempre mencionados no melhor que este pequeno país tem. Orgulhamo-nos por falarmos com estudantes de muitas capitais e ouvirmos sempre que a Escola do Porto é uma enorme referência. Orgulhamo-nos quando as páginas de jornal colocam a Arquitectura Portuguesa como a nossa verdadeira embaixadora e as redes sociais aplaudem a notícia. Orgulhamo-nos quando percebemos que temos arquitectos portugueses a serem convidados para leccionar em prestigiadas universidades e que temos jovens arquitectos que ganham prémios lá fora e trabalham em ateliês de referência por todo o mundo.

Fazemos Bandeira da Arquitectura Portuguesa ou da Arquitectura feita por Portugueses e parece que o que importa actualmente é vendê-la como uma marca, reafirmando o reconhecimento que por ela já existe.

O País que expressa orgulho por esta bandeira é por vezes o pior a defendê-la!

Como exemplo disso temos o Pavilhão de Portugal abandonado e sem uma estratégia delineada para o seu futuro, o que levou o próprio Álvaro Siza a dizer em Maio de 2013 que "A solução mais lógica, depois de tantos anos passados, é demoli-lo". Temos também a exposição que depois de iniciada no Brasil esteve visitável no passado mês de Dezembro no Instituto Camões, um dos parceiros desta iniciativa em conjunto com a Estratégia Urbana, sob o tema Arquitectura Portuguesa – Discrição é a Nova Visibilidade. Aqui debitaram-se nomes sonantes e projectos que nos identificam lá fora mas nem o propósito desta exposição ser pensada enquanto itinerante, o que dificulta a sua concepção, pode desculpar o desenho da mesma, onde nem a descrição, nem o rigor, nem a grandeza que tanto queremos transmitir estão minimamente visíveis.

É urgente que em lugar de se cortarem bolsas de investigação na área da arquitectura, como nos contam as últimas notícias referentes à FCT; de termos a maioria dos novos arquitectos de malas feitas para nos deixarem; de grande parte dos ateliês estarem sem trabalho (onde não só a crise pode ser protagonista); se definam realmente rumos para esta Bandeira que todos gostam de erguer mas não de cuidar.

Com sede de estratégia mas também alguma apreensão ouvimos o novo presidente da Ordem dos Arquitectos, João Santa Rita, dizer: “Há que procurar que a capacidade que o país possa ter de exportar serviços seja mais importante do que a capacidade que possa ter de deixar sair profissionais.” Por outro lado, a equipa que comissaria a representação Portuguesa da próxima edição da Bienal de Arquitectura de Veneza (Arquitecto Pedro Campos Costa com a Trienal de Arquitectura de Lisboa) lança-se no terreno para uma investigação com o tema Homeland | Less Housing more Home, onde depositamos esperança para uma honesta e pertinente análise e divulgação da Arquitectura de Habitação feita em Portugal.

Avistam-se bons rumos para esta Bandeira ou continuaremos só a orgulhar-nos dela?

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