FOTOGRAFIA

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Já foram revelados os Novos Talentos Fnac Fotografia e o grande prémio foi para Tânia Cadima com o seu fantástico trabalho Brejo.

Segundo Augusto Brázio, um dos membros do júri: "Nessa viagem mais demorada a um lugar, Brejo, Tânia transporta-nos para o sítio da memória, da carga sensorial, e de histórias ocultas de família. O lugar como peça fundamental para a meditação. Este é um trabalho de caminhos que vagueiam entre a melancolia, os objectos, o tempo".

brejo

O Brejo, de Tânia Cadima

Tânia distinguiu-se de entre os 148 portefólios entregues a concurso. Seguiram-se três menções honrosas para os trabalhos Obras de Misericórdia de Attilio Fiumarella, A Casa de Pedro Duarte e A Curva da Estrada de Rui F. Marques.

Este ano, o júri foi constituído por Augusto Brázio (fotógrafo e membro do colectivo [kameraphoto]); Margarida Medeiros (Professora universitária e autora nas áreas de Cultura Visual e de Teoria da Fotografia); Mário Teixeira da Silva (director do Módulo – Centro Difusor de Arte) e Sérgio B. Gomes (jornalista do Público e autor do blogue Arte Photographica).

Segundo a apreciação da júri Margarida Medeiros acerca da série Obras de Misericórdia, de Attilio Fiumarella: "Usando a fotografia, técnica realista por excelência, Attilio Fiumarella contraria este dispositivo criando encenações de temas morais (As “boas acções”) com personagens não idealizados, convocando o imaginário barroco da pintura italiana e dos seus esquemas ilusórios e criando estranhos cenários, simultaneamente inquietantes, pelo seu lado falso, pastiche, e atraentes pelo seu lado brutal".

Obras

Obras de Misericórdia, de Attilio Fiumarella

"A respeito de A Casa, de Pedro Duarte, o júri Mário Teixeira da Silva explica que "A Maria e o Manuel são os pais do fotógrafo, Pedro Duarte. O seu casamento acabou numa acção litigiosa que se prolongou por mais de vinte anos. Pedro Duarte lista diversos momentos da vida do casal, acompanhados de 15 imagens fotográficas de formato quadrado de algumas divisões e partes do apartamento em que a família viveu, e que se tornou na razão do conflito prolongado. Todas as imagens revelam espaços vazios, com sinais de abandono, degradados, espaços que ilustra com uma grande clareza o esvaziamento de afectos decorrente de um divórcio".

A-Casa

A Casa, de Pedro Duarte

"Rui F. Marques fotografou vários memoriais situados nas beiras de estradas e que reportam acidentes viários de que resultaram perdas de vidas humanas. Se a fotografia, tal como o acidente quando ocorre, é resultado de um instante, estas imagens negam essa fugacidade do tempo, perduram a memória de quem nesses locais perdeu a vida. As imagens são quadradas, de composição centrada, de grande quietude convidando ao recolhimento, em total oposição ao ritmo habitual de uma estrada. A cor é contida e as imagens surgem-nos aveludadas transmitindo o quanto de íntimo estes memoriais exigem", referiu o júri Mário Teixeira da Silva acerca da série fotográfica de Rui F. Marques.

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A Curva da Estrada, de Rui F. Marques

A vencedora recebeu o Prémio Canon: Kit EOS 700D com objectiva 18-55mm IS STM. As Menções Honrosas receberam também um Prémio Canon: Kit EOS 100D com objectiva 18-55mm IS STM. Para além dos maravilhosos kits todos estes projectos estarão em exposição nas várias lojas Fnac:

Brejo de Tânia Cadima na Fnac Colombo - 28 Janeiro a 30 de Abril
A Casa de Pedro Duarte na Fnac Cascais Shopping - 31 Janeiro a 30 de Abril
A Curva da Estrada de Rui F. Marques na Fnac Gaia Shopping - 26 Fevereiro a 26 de Maio
Obras de Misericórdia de Attilio Fiumarella na Fnac Norte Shopping - 27 Fevereiro a 27 de Maio

O que são os Prémios Novos Talentos Fnac Fotografia?

O objetivo é simples: descobrir jovens criadores. O Novo Talento FNAC Fotografia é atribuído, anualmente, a um portefólio de fotografias inéditas que se distinga pela sua originalidade, excelência técnica, coerência e capacidade narrativa. Durante cerca de 12 meses, as exposições premiadas circulam pelos diversos espaços FNAC nacionais e internacionais.

Desde a sua criação que a Fnac deve a sua vocação marcadamente cultural à relação com a fotografia. Já no início do século XX se falava da fotografia enquanto fenómeno social, utensílio democrático de reprodução da realidade e como antecipação da tendência iniciada pelo movimento Pop, que, nos anos 60, veiculou as ideias de arte popular e da cultura de massas. No seu papel de “agitador de mentalidades”, a FNAC abraçou a ideia dando-lhe vida nos seus espaços.

Com a primeira exposição fotográfica realizada em 1969, em Paris, a Fnac tornou-se na primeira empresa a integrar eventos culturais no dia-a-dia das suas lojas e a apoiar a carreira de artistas consagrados e de novos talentos. Em Portugal, a primeira galeria Fnac surgiu, em 1998, no Colombo e foi inaugurada com um dos maiores nomes da fotografia mundial – Sebastião Salgado. Por lá passaram, desde então, vários fotógrafos prestigiados, como Dorothea Lange, Inge Morath e Man Ray.

Actualmente existem, em Portugal, 17 galerias Fnac, que ciclicamente recebem os mais conceituados fotógrafos internacionais – Henri Cartier-Bresson, Werner Bischof, Eve Arnold, Raymond Depardon, Cornell Capa, Bruce Davidson, Elliott Erwitt, Erich Hartmann, Ernst Haas, Eugène Atget, George Rodger – e nacionais – Joshua Benoliel, António Júlio Duarte, Bruno Santos, Alfredo Cunha, José Maria Pimentel, Paulo Nozolino, Gérard Castello-Lopes –, assim como fotógrafos emergentes, alguns dos quais distinguidos com o Prémio Novo Talento FNAC Fotografia – Pedro Guimarães, Francisco Kessler, António Lucas Soares, João Margalha, Virgílio Ferreira, Nelson D’Aires, Inês d’Orey, Miguel Godinho, Frederico Azevedo, Lara Jacinto, Nuno Tavares e Tânia Cadima.

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