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De 20 a 25 de Agosto o Fuso (Festival Anual de Vídeo Arte Internacional de Lisboa) vai percorrer diversos espaços em Lisboa.

Serão cinco dias de viagem pela vídeo arte sugerindo, anualmente, um percurso temático abrangente, fora do contexto habitual de galerias e museus apresentado ao ar livre, com entrada gratuita em diversos jardins, terraços e esplanadas.

A edição de 2013 continua a manter as parcerias nacionais e internacionais estabelecidas permitindo, uma vez mais, a apresentação de obras raramente vistas em Portugal, conferindo a esta iniciativa uma visibilidade internacional.

A programação estará a cargo de Jean-François Chougnet, Lori Zippay, Pilar Ribal Simó, Anne Marie Duguet, Susana Pomba, Isabel Nogueira e Solange Farkas, em estreita colaboração com os responsáveis das instituições parceiras, nomeadamente o BES Arte & Finança onde estarão patentes trabalhos de artistas portugueses com curadoria de João Laia.

O Open Call aos artistas portugueses, com selecção de Jacinto Lageira, é uma vertente fundamental deste festival. Se, por um lado, é o garante de uma envolvência no projecto dos artistas/realizadores portugueses, por outro, através dos prémios, que muito mais que o valor pecuniário em causa, são uma extraordinária ferramenta de divulgação e de implementação da circulação da vídeo arte nacional, quer por via da aquisição da obra pela Fundação EDP.

Aqui fica a Programação:

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Ana Rito, Semi Panoramic Sea Concert

BES ARTE & FINANÇA

Inaugura 20 Agosto às 19h. Patente até 19 de Setembro

Exposição O Mar: Muitas Marés, uma Única Vaga de Descontentamento

Com a curadoria de João Laia

João Maria Gusmão e Pedro Paiva

3 Sóis, 2009, instalação 16mm

Pedro Neves Marques

Costa Atlântica Portuguesa (de Caminha-Viana do Castelo ao Cabo de Sagres), 2007, 80 slides

Mariana Caló e Francisco Queimadela

Carta ao Porvir, 2012, instalação video com livro pintado à mão

André Romão

O inverno do (nosso) descontentamento, 2010, escultura

João Pedro Vale

Quem não chora não mama, 2006, instalação de som

7 calças, 2006, fotografia

Jorge Santos

O Navio, 2006, vídeo

Ana Rito

Semi Panoramic Sea Concert, 2010, 8mm transferido para DVD

João Seguro

Dioptrique, 2005, vídeo

Gabriel Abrantes

Palácios de Pena, 2011, vídeo

Praça do Carvão do Museu da Electricidade | 21 AGO | 22h00 e 23h15

Jacinto Lageira

Open Call - Secção Competitiva Portugal, 2012

Plural de cor

"Estes últimos anos foram realizados filmes (experimental, ficção, documentário) em preto e branco, cores que não são geralmente consideradas como tal (um filme ou uma fotografia a cores, um filme ou uma fotografia a preto e branco). Designação paradoxal, já que para nomear essas produções utiliza-se as palavras 'preto' e 'branco'. Outro paradoxo (para além da tecnologia imposta globalmente) realizam-se poucos vídeos a preto e branco, cores que foram durante bastante tempo a vanguarda desse médium. Solicitamos nesta edição do FUSO obras sobre esta problemática, que pode ser tanto figurativa como abstracta, tanto singular como plural de cor ou de cores. A cor ou as cores como tema principal mas consideradas nessa relação dialéctica da cor e/ou da não cor". Jacinto Lageira

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Nam June Paik, Analogue Assemblage

Claustro do Museu Nacional de História Natural e da Ciência | 22 AGO | 22h00

Lori Zippay (EUA)

Programa 1: Historical Works From the EAI Collection

Video Film Concert: Rare Early Works by Nam June Paik

Duração: 60 minutes

Electronic Arts Intermix (EAI), instituição sem fins lucrativos com sede em Nova Iorque, tem uma extensa colecção de vídeo e obras de meio digital. A colecção abrange a década de 1960 até o presente, a partir de trabalhos seminais de pioneiros artistas da imagem em movimento até às obras de novas gerações de artistas.

Este programa apresenta alguns dos primeiros trabalhos no arquivo EAI: primeiras obras raras de Nam June Paik (1932-2006), uma das figuras mais importantes da história da vídeo arte, cujas obras antevêem a intersecção entre arte, cultura e media. Enquanto as instalações e esculturas multi-media de Paik são internacionalmente reconhecidas, as suas primeiras obras mono canal - muitas das quais foram feitas em colaboração com o cineasta Jud Yalkut na década de 1960 - não são muito conhecidas. Estes ricos, inventivos, híbridos de improvisação de cinema e vídeo, misturam experiências em imagem electrónica e manipulação de som com elementos, como performances de Fluxus, crítica de media, e apropriados anúncios de TV. O programa também inclui documentos raros de performances, incluindo a estreia de TV Cello e peças curtas, como Analogue Assemblage, remontagem, em 2000, de imagens a partir de uma peça originalmente criada em 1969.

Nam June Paik: Rare Performance Documents (selections).

1961-1973, 10’, cor e P/B, som.

Nam June Paik and Jud Yalkut

Video Film Concert,. 1966-1972, 38’, cor e P/B, som.

Nam June Paik and Jud Yalkut

TV Cello Premiere, 1971, 8´, cor, mudo.

Nam June Paik

Butterfly, 1986, 2’, cor, som.

Nam June Paik

Analogue Assemblage, 2000, 2’, cor, som.

Claustro do Museu Nacional de História Natural e da Ciência | 22 AGO | 23h15

Pilar Ribal Simó(SP)

As obras cinematográficas de Nezaket Ekici, Isabel Rocamora, Amparo Sarde MariannaVassileva são conhecidas internacionalmente por usarem o corpo humano como um objecto catalisador de emoções e um meio de comunicação não verbal.Com um movimento desenvolvido através de performances ou cenografias previamente estabelecidas, as suas obras assumem marcantes qualidades estéticas e contemplativas.

Nezaket Ekici (Kirsehir,Turkey, 1970):

Defiance, 2009, 7’ 11’’

Human Cactus (2012), 4’ 4’’

Nezaket Ekici (presentemente a viver na Alemanha) é uma artista reconhecida internacionalmente na área da performance. Estudou com Marina Abramovice é membro do Independent Performance Group (IPG). As obras de Ekici foram apresentadas em festivais internacionais, galerias e eventos em todo o mundo.O campo de tensão entre a origem turca e a vida na Alemanha é fulcral nas suas obras bem como as fronteiras culturais e individuais e a possibilidade de transgressão e de conexão.O seu próprio corpo é o centro do seu trabalho.

Isabel Rocamora (Barcelona, 1968):

Horizon of Exile, 2007, 21’

Isabel Rocamora é uma cineasta britânico-espanhola cujo trabalho abrange a linguagem performativa do gesto humano e a sua relação com a identidade individual e cultural. Horizonof Exile segue a jornada do exílio de duas mulheres em paisagens desérticas intemporais.Referenciado à cultura do Médio Oriente o filme pretende reflectir sobre a condição feminina, auto-imagem, pertença e apagamento. Dentro de uma estrutura cinematográfica pontuada por vozes de vozes de exilados iraquianos, Horizon of Exile emprega o gesto coreografado para tratar questões de território e identidade.

Amparo Sard (Son Servera, Mallorca, 1973):

El olvido, 2009, 5’56’’

El Salvavidas, 2012, 3’20’’

Paisaje medio vacío/lleno, 2013, 3’

Artista multidisciplinar, presente em colecções por todo o mundo. Os seus vídeos mostram aspectos do inconsciente da personalidade humana: como o medo, angústia e desgosto. As obras exibem jogos simbólicos - metafóricos e um pouco surrealistas -, em que a artista se expõe a situações críticas como a asfixia ou a fuga, que proporcionam um rito de passagem. A sua obra reflecte também uma reflexão íntima e poética sobre a natureza.

Mariana Vassileva (Antonovo, Bulgaria, 1964):

Tango, 2007, 45’’

Toro, 2008, 3’

Turnovo, 2013, 3’ 3’’

Mariana Vassileva é uma artista que vive em Berlim e tem sido convidada a apresentar os seus trabalhos em bienais e festivais em todo o mundo. Os seus vídeos centram-sena ideia de identidade humana num mundo global: tradição, família e origens.A captura de imagens da vida quotidiana conduz à compreensão do papel que a comunicação desempenha na contemporaneidade.

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Eder Santos, Framed by Curtains

Jardim do Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado | 23 AGO | 22h00

Solange Farkas

Outras Paisagens – América Latina em Foco

Curadora : Solange Farkas

Apresentação: Thereza Farkas

Duração: 60’13

As onze obras dos artistas latino-americanos reunidas neste programa, além de apontarem rumos e tendências da recente produção audiovisual deste espaço, relevam os complexos agenciamentos políticos e sociais que caracterizam a vida contemporânea em novos arranjos geopolíticos. Os trabalhos aqui reunidos completam a síntese do ‘mapa da produção de arte eletrónica do sul’ que a décima quinta edição do Festival Internacional de Arte Eletrónica Videobrasil desenhou. Permite leituras transversais da complexa realidade contemporânea e das relações culturais e intersubjectivas que nela se estabelecem, bem como das implicações “mediáticas” e inúmeras políticas de apropriação do tecno imaginário actual.

Silvia Rivas (Argentina, 1957)

Andén 6, Argentina, 2004, Vídeo, 10’35’’

Cao Guimarães (Brasil, 1955)

Concerto para clorofila, Brasil, 2004, Vídeo, 07’23’

Eder Santos (Brasil, 1960)

Framed by Curtains, Brasil, 1999,Vídeo, 11’15’’

Jorge Alban Dobles (Costa Rica 1967)

Juegos en el parque,Costa Rica 2004, Vídeo, 03’38’’

Gustavo Galuppo (Argentina, 1971)

La Progresion de las catastrofes, Argentina, 2004, Vídeo, 08’53’’

Roberto Bellini (Brasil, 1979)

Landscape Theory, EUA, 2005, Vídeo, 03’50’’

Octavio Iturbe (México,1966)

Montevideoaki, Uruguai, 2005, Vídeo, 05’16’’

Gabriel Acevedo Velarde (Peru, 1976)

Parálisis, Peru, 2005, Vídeo, 02’12’’

Marcellvs L. (Brasil, 1980)

Rizoma 0667, Brasil, 2004, Vídeo, 09’27’’

Frederico Lamas (Argentina, 1979)

Roger, Argentina, 2004, Vídeo, 06’00’’

Andrés Denegri (Argentina, 1975)

Uyuni, Argentina, 2005, Vídeo, 08’08’’

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Pedro Barateiro, Destruir a Escrita

Jardim do Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado | 23 AGO | 23h15

Susana Pomba

Afinidade, Um Conto de 113 Palavras de Lydia Davis

Programa:

Susana Gaudêncio

The Sanguine, 2006, 5’00’’

Pedro Barateiro

Texto Impossível, 2008

Video (MiniDV transfered to DVD), color, sound, 4'33"

Sara Amido

A Lot of Things, 2012

Vídeo HD, cor, som, 5’35’’

Salomé Lamas

Rascunho – Pássaros para Old School #21, 2013, 11’ 48’’

Ana Vidigal

Summer of Sam(antha), 2010, 59’’

Pedro Barateiro

Destruir a Escrita: J. Derrida, 2008

Video (MiniDV transfered to DVD), color, sound, 1'40"

Vasco Araújo

Eco, 2008, 12’18’’

Gabriel Abrantes

Dear God Please Save Me, 2006

Ana Vidigal

A neta de ‘Kerastase’, um clássico russo, 2011, 15’’

Pedro Barateiro

Ontem à Noite: Marguerite Duras, 2008

Video (MiniDV transfered to DVD), color, sound, 1'44"

De Almeida e Silva

Pigeon, Peugeot, Pegeon, Peegeot, Pee gott , 2011, 1’17’’

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Nakaya Book

Ruínas do Museu Arqueológico do Carmo | 24 AGO | 22h00

Anne Marie Duguet

Exemplos de percursos pelos vários títulos da colecção"anarchive", arquivos digitais de arte contemporânea, serão apresentados,com destaque para alguns filmes e vídeos feitos por artistas presentes nesta colecção. Cada anarchive é uma monografiagráfica interactiva singular: DVD-ROM ou site, por vezes acompanhado de um livro ou um DVD de vídeo.

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Shana Moulton, Restless Leg Saga

Ruínas do Museu Arqueológico do Carmo | 24 AGO | 23h15

Lori Zippay(EUA)

Program 2: New Works From the EAI Collection

Virtual Spaces

Este programa apresenta uma selecção de obras recentemente adicionados à colecção EAI,onde os artistas exploram ideias sobre arquitectura e espaço,a partir de significados culturais e políticos nas interacções físicas dos indivíduos.Os artistas utilizam vídeo e meios digitais para examinar ou transformar os ambientes arquitectónicos. Um templo budista,um condomínio fechado, um interior doméstico- bem como os ambientes audiovisuais, cinemático se espaços digitais.O programa termina com uma obra recente na colecção de EAI: filmes e trabalhos em vídeos do lendário bailarino/coreógrafo Merce Cunningham. Filmada na Catedral de St. John the Divine, em Nova Iorque,esta peça de Cunningham e do cineasta Charles Atlas foi coreografada para a câmara.

Muntadas

Alphaville e outros, 2011, 9’, p/b.

Takeshi Murata

Infinite Doors, 2011, 2’, cor

Seoungho Cho

Stoned, 2012, 11 ‘, cor, som

Shana Moulton

Restless Leg Saga, 2012, 7‘, cor, som

Merce Cunningham & Charles Atlas

Coast Zone, 1983, 27‘, cor, som

Jardim do Museu Nacional de Arte Antiga | 25 AGO | 22h00

Isabel Nogueira

Há precisamente 150 anos, Charles Baudelaire publicava no jornal Le Figaro o texto Le peintre de la vie moderne (1863). E aqui definiu a modernidade, identificando-a com o transitório e o fugidio. A modernidade enquanto experiência histórica e temporal, que parte da vida quotidiana para a tela, e posteriormente para a fotografia e para o cinema, ou seja, para o domínio artístico. A modernidade tem o seu começo primeiro na vida de todos os dias. E seria Baudelaire que, inclusivamente, tornaria célebre a figura do flâneur, esse fruidor moderno, imaginativo, melancólico em busca de emoções, cosmopolita, só na multidão.

O que propomos com esta sessão do FUSO é um centrar de atenção nas pequenas acções, nos detalhes aparentemente sem importância. Num olhar que é ele próprio acção e, naturalmente, sentimento e comunicação com o outro.

Jean-Pierre Krief

Contacts – Sophie Calle #1, 2005, 06:25.

Susana Mendes Silva

Ritual, 2006, 05:49.

Raquel Castro

Tudo pára, mas o mundo continua, texto Mónica Coteriano, 2012, 04:37

Gary Hill

Around & About, 1980, 04:45.

Isolation tank, 2010, 09:08.

Julião Sarmento

Dirty Diana, 2003, 11:24.

Zacharias Gketsis

Footage from The very eye of night (Maya Deren, 1958)

music by Nicolas Jaar, 2012, 04.30.

Brook Taylor

Maya Deren, 2011, 01:30.

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Marie Reinert por Pierre-Armand

Jardim do Museu Nacional de Arte Antiga | 25 AGO | 23h15

Jean François Chougnet

Marie Reinert nasceu em Fécamp em 1971. Vive em Berlim.

Descrição do projeto: Roll-On Roll-Off, duração 22’50

O termo "Roll-on, Roll-off" designa um tipo de cargueiro gigante para o transporte de veículos e contentores, de modo a que estes entrem e saiam do navio pelos seus próprios meios. Durante a residência em MARFRET, por iniciativa de “Mécènes du Sud”, Marie Reinart participou em quatro viagens entre Marselha e Argel.

A primeira passagem foi efectuada sem equipamento de gravação, para que ela pudesse ter uma ideia do contexto. A partir daí desenvolveu um processo de trabalho único, baseado em quatro objectivos principais: aproveitar todos os encontros casuais resultantes do projecto, entrando em áreas de trabalho e armadores, desenhando equipamentos de gravação que permitissem reflectir as actividades do barco e usando o seu próprio corpo.

O filme investiga as entranhas do navio e examina essa arquitectura naval que, habitada ou desocupada, transforma marinheiros, estivadores e a artista. A gravação é fragmentada, provocando uma distorção dos espaços dos sistemas de distribuição just-in-time.

O filme foi produzido com o Grupo MARFRET criado em 1951 por Pierre Giraud e Claude Vidil, hoje dirigido por Raymond Vidil. É um dos 60 “ateliers de l'Euroméditerranée”, programa de residência da Capital Europeia da Cultura, Marseille Provence 2013.

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