MÚSICA

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Fotografias Fernando Mendes.

"É de facto um soulman" foi a primeira frase que se ouviu após a primeira música de Lee Fields. Confirma-se e foi de facto um concerto repleto de ritmo, energia, good vibe e muito soul que nos fez vibrar da cabeça aos pés. O público foi excelente e reagiu de forma intensa a uma voz e a uma banda (The Expressions) que fez valer a pena todos os segundos daquela noite de Domingo. Podemos até afirmar que o cantor da soul estava emocionado com a calorosa recepção do público. O soul continua vivo e quem tinha em mente manter-se sentado na plateia vip dos jardins do Palácio Marquês de Pombal, em Oeiras, foi "obrigado" a levantar-se e a dançar ao som daquele ritmo e voz indescritível. Dou principal destaque à parte final do concerto, em que Lee Fields, que já se preparava para abandonar o palco, teve que voltar e finalizar o concerto a plenos pulmões. Foi um êxtase para o soulman e para o público. Lee não parava de dizer que o espaço se encontrava "full of love. Can you feel it?"

Já com 43 anos de carreira, Lee Fields conhece a longa espera pelo sucesso. No final dos anos 60 fez parte dos Kool and the Gang, mas o seu primeiro disco a solo, Problems só surge em 1973. Lee sempre foi um grande fã de James Brown, chegando a ter a alcunha de Little J.B. Foi em 2009 que encontrou o seu caminho ao juntar-se à banda The Expressions e ao criar a sua editora Truth & Soul. Lançou recentemente o álbum Faithfull Man. Um soul renovado, bastante actual em que a sua voz assume uma grande expressão em temas como Do you Love Me (Like you Say you Do)Honey Dove e Ladies.

Seguiue-se uma viagem até à época áurea do Disco. "We fucking love you" dizia Eugene Cho, mentor dos Escort. A banda de Brooklyn conseguiu fazer o público recuar no tempo e dançar freneticamente como se se tratasse de um regresso aos tempos do Studio 54. A energia foi contagiante, os olhos fecharam-se para absorver o momento e a relva transformou-se numa pista de dança. O palco composto por dez elementos da banda transmite a nítida sensação de festa. Roupas ultra-coloridas, sapatos seventies e cabeleiras afro a elaborar uma espécie de disco revenge. Cocaine Blues foi o remate final e Adeline Michèle, a vocalista da banda, conseguiu colocar a assistência a entoar a música até sair do recinto.

A banda levou quase meia década a apresentar o primeiro álbum, lançado em Dezembro de 2011. Ritmos funk e disco que voltam aos palcos com o single Barbarians. A palavra de ordem é Groove!

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