DIÁRIOS DO UMBIGO

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No verão de 1998, o Boom Festival ainda ocorria na floresta mágica da Marateca. No Chill Out, debaixo da tenda marroquina ou de um cogumelo gigante, por vezes, fazia o pino para reverter o sangue e, assim, poder voltar a uma das pistas de dança. Numa das noites, durante um live act dos Jazzanova na pista alternativa, estive preocupado com um amigo que decidiu trepar a uma árvore para melhor ver as teclas em que eles carregavam. Afinal ele não caiu e esteve todo o live act dos Jazzanova em cima da árvore. Enquanto isso, um rapaz da Guarda pediu-me para tomar conta da sua garrafa grande de água enquanto ele ia ao Chill Out. A garrafa de água lá esteve no chão da pista e permaneceu, intocável, até ele regressar – havia respeito e espírito de partilha neste festival. Os Jazzanova terminaram e o Rui Vargas sucedeu-lhes no palco. Ao nascer do dia, tocou uma música que me marcou para sempre e, ainda hoje, a minha mente regressa a esse momento quando a ouço. A primeira luz da manhã confundia-se com as cores das luzes nos sorrisos das pessoas. Não se avistavam pássaros mas juro que os podia ouvir. O tema de Oddworx, Sex and Non Persons, ecoava pela floresta. Uma percussão ia e vinha entre alguns sons ácidos e outros planantes. De uma forma muito suave, esta música leva-nos a descobrir um mundo encantado e colorido.

No dia seguinte ainda houve tempo para o grupo de amigos ir até à praia do Carvalhal a banhos. Todos descansávamos debaixo dos guarda-sóis à excepção de um elemento que ria à gargalhada com a sua tartaruga gigante dando cambalhotas pela praia fora.

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