DIÁRIOS DO UMBIGO

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A crise não chegou à música. A musica não deixou!

Por mais álbuns "maus" que se lancem e por menos vendas que se façam, é errado admitir que a música sofre uma quebra de valores.

Se olharmos para esta como um espólio, somente isso, perceberemos de imediato que nunca estamos desactualizados, que não deveríamos ter ouvido a banda X em ano Y e que ao sermos embalados ou galvanizados por uma música, aí sim, conseguiu-se o efeito desejado - o efeito que provoca em nós, uma espécie de "mind my own music". Aqui podemos entrar no território da literatura de viagem, que este artigo não tem qualquer pretensão de ser. As viagens que a crise, essa sim, nos impediu de concretizar, não são canceladas pela música. Não precisamos de dinheiro, de chegar a horas ao aeroporto nem de controlar o peso da bagagem. Pelo contrário: Ao ouvir um par de acordes, uma melodia ou uma voz já estamos a acumular milhas com a banda sonora perfeita.

No Verão passado a banda sonora da viagem que não fiz foram os Sonny and the Sunsets. Durou até ao início do Outono... com esta brincadeira "voei" 5664 milhas e imaginei-me em São Francisco, a tentar fugir da "minha" ilha de Alcatraz. As músicas do álbum Longtime Companion sugerem-me alguém que está demasiado desgostoso para cometer um crime passional, mas suficientemente resiliente para escrever e interpretar de forma genial a música Pretend you love me. Melodias Pop-Psych, métricas perfeitas com muito country à mistura e um fio condutor inegável: o amor não correspondido.

Não foi um Verão fácil... qualquer que tenha sido a pena de Sonny Smith, eu cumpri a pena com ele.

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