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Libertas, de Vasco Araújo

Vasco Araújo tem pautado a sua carreira com obras que desafiam o entendimento de temas como a identidade de género, o colonialismo e o pós-colonialismo, o sistema de classes sociais e a política contemporânea que se funda, muitas vezes, nestas problemáticas.

A performance Libertas é um novo olhar do artista sobre estes temas, sobretudo na sua relação com a condição de liberto, tanto do ponto de vista coletivo como individual, depois de anos ou gerações em regime de privação ou agrilhoamento – fronteiras que limitam e condicionam a ação e reação da expressão livre. Tomando a forma de uma longa marcha de protesto, e recorrendo a uma certa teatralidade operática e barroca que permeia todo portefólio artístico de Araújo, Libertas entoa o Coro dos escravos hebreus da ópera Nabucco, de Giuseppe Verdi, como cântico para a libertação de ocupações e opressões.

Momento à parte, exposição na qual terá lugar e estreia a performance Libertas, inaugura no dia 5 de junho. Encontra-se em vigor um open call até 14 de maio para todos os que estejam interessados em fazer parte de Libertas. Mais informações aqui.

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