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Open House Lisboa 2018 – Habitar Lisboa em Transformação

No próximo fim de semana, de 22 e 23 de setembro, realiza-se a 7ª edição do Open House Lisboa. Com organização da Trienal de Arquitectura de Lisboa, em parceria com a EGEAC, existe um roteiro de 84 espaços, onde 38 são novidade neste evento.

Habitar Lisboa em Transformação é a proposta dos comissários da edição de 2018: Luís Santiago Baptista e Maria Rita Pais convidam-nos a conhecer a cidade desta vez com o desafio de “introduzir uma dimensão urbana. O Open House é uma estrutura internacional, pensada através de um conjunto de pontos na cidade. Nós procuramos encontrar uma resposta entre esses pontos, com os diferentes modos de habitar a cidade, as diferentes formas e problemas com que ela se organiza, olhando para os desafios, os dilemas e as oportunidades de cada uma das zonas escolhidas”.

Da grande oferta de visitas que se podem realizar, este ano apresentadas num novo site, existe também destaque para a programação infantil e para a aposta num evento pensado para todos, fazendo-se programação específica para acessibilidades.

Este ano a grande novidade são os 9 percursos urbanos apresentados. Tal como nos conta Luís Santiago Baptista: “São 9 zonas que procuramos que sejam complementares umas das outras. Normalmente partimos da habitação e depois temos um conjunto de equipamentos, escolares, culturais ou infraestruturas, como se estivéssemos a habitar o bairro. As visitas por especialistas a cada uma dessas áreas da cidade, são uma peça fundamental desta edição, onde não têm que introduzir uma leitura dos edifícios dessa zona distinguidos no roteiro, mas fazerem uma visita a partir do espaço público. Aos especialistas convidados foi-lhes dada total liberdade sobre o que querem integrar nessa visita. Aqui a “casa aberta” será a “casa-cidade” vista a partir do espaço da cidade que medeia os diferentes pontos”.

Tendo em conta sempre a perspetiva que o Open House se destina a todos os que habitam e visitam a cidade e não apenas a quem pertence ao universo da arquitetura, importa para os comissários ajudar a que os cidadãos tenham ferramentas para ler e intervir na cidade. Luís Santiago Baptista explica que interessa “entender que a cidade tem diferentes modelos de habitar. Viver nos Olivais é diferente de viver no Restelo ou em Alvalade e essas leituras permitem-nos entender com o qual nos identificamos mais e percebermos melhor a cidade. Uma ideia importante para nós é integrarmos todos os estratos sociais. Todas as obras do roteiro são obviamente obras concebidas por arquitetos e o papel que os arquitetos têm na cidade não está restrito a um estrato social. Escolhemos residências unifamiliares em zonas “abastadas”, tal como nos focamos na habitação social, a ideia da cidade para todos.  O que mais nos interessa não é um roteiro histórico, mas o olhar sobre uma cidade que está em transformação. Centramo-nos sobretudo na cidade moderna, industrial, aquela que nos dita a ideia de metrópole e que influencia as nossas vidas até aos dias de hoje”.

Numa oportunidade de olhar a cidade a uma escala global, este momento deve também ajudar a uma reflexão sobre a cidade que constantemente se transforma e o que queremos para o seu futuro. Para tal, o comissário acrescenta que “O guia que este ano é fornecido é a ideia de um colecionável. Existe o mapa de visitas, mas este guia é um livro com textos sobre cada uma das zonas urbanas e os seus edifícios, com uma linguagem simples e acessível, não é disciplinar. Traz informação necessária para se perceber como se lê cada uma dessas zonas”.

 Podem todos descarregar o guia aqui e viver estes dois dias como um momento importante de celebrar a cidade.

Fabrícia Valente é formada em Arquitetura pela Universidade de Évora (pré-Bolonha) e tem formação em áreas complementares como o vídeo, a fotografia e a produção de exposições temporárias. Desenvolve a sua atividade entre a Curadoria (ex: Pavilhão KAIROS), a Crítica (é editora da secção online de Arquitetura da Umbigo Magazine e faz parte da redação do J-A) e a Mediação Cultural (Museu Coleção Berardo e MAAT), já tendo trabalhado em mais de 90 exposições. Colabora com diversas entidades na procura da multidisciplinariedade entre a Arquitetura, as Artes Plásticas e a Música, áreas onde está a desenvolver trabalhos de investigação.

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