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what’s motherly about mom’s gallery?

Desde a criação dos Estudos de Género e da reativação da chama feminista, que está por saber se o feminismo é um espaço de consenso ou dissenso, ou, em alternativa, se é uma corrente unívoca, única ou múltipla. Neste contexto, quantas vertentes contraditórias pode ter um movimento e quantas visões não complanares pode comportar? Há lugar para esse referido dissenso? Lembremo-nos das palavras inflamadas de Camille Paglia, uma feminista confessa que vai às raízes das grandes conquistas civilizacionais e culturais para criticar o feminismo burguês atual que se desenrola em contradições pueris capazes de reavivar a iníqua batalha de sexos do século passado.

A exposição what’s motherly about mom’s gallery? procura precisamente abrir um espaço para o dissenso e para a exploração da ideia polimórfica sobre a mulher. De acordo com as curadoras Erica Petrillo e Joana Valsassina, “a exposição junta três artistas emergentes que se debruçam sobre as histórias de lutas e libertação das mulheres, ao explorarem e exporem figuras históricas e míticas, bem como as suas histórias pessoais”. Entre a apropriação e a citação, são representados os temas da “violência, da repressão, do empoderamento e da sexualidade”, sem esquecer os “estereótipos, os tabus e os fetiches”.

Em mom’s gallery (nome que vai ao encontro da curadoria), Nova Iorque, até 28 de agosto, com obras de Caroline Federle, Erin Montanez e Jennifer May Reiland.

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