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Appleton Square X+1

Em Portugal, dada a crónica insuficiência de apoios para a cultura, é sempre de salutar a resiliência com que muitos projetos para as artes se adaptam e se pugnam em perpetuar a sua missão. Dez, mais um, anos de vida de uma plataforma independente é muito tempo e atesta a capacidade de operação dos seus diretores, programadores e intervenientes.

A Appleton Square comemora 11 anos e aproveita a ocasião para repensar a sua estratégia com base na história que palmilhou, dos encontros que promoveu, dos artistas que expôs, das mudanças que fomentou. Como a diretora e fundadora Vera Appleton reconhece, “qualquer modelo, por muito dinâmico e eficaz que seja, corre o risco de se esgotar. Dez anos é tempo suficiente para que a necessidade de mudança surja quase diariamente”.

Em setembro, Appleton perde o Square e adota uma novo registo e configuração, mantendo, contudo, a estratégia inicial de ser um projeto sem fins lucrativos. Mas as mudanças não são apenas formais e simbólicas. Duas linhas de programação autónomas foram criadas: a Appleton Square, no piso superior do espaço, e a Appleton Box, no inferior. A primeira continua a divulgação da arte contemporânea, com menos exposições que, todavia, vão perdurar por mais tempo; a segunda, transdisciplinar, híbrida, inovadora do ponto de vista da tradição do formato, inclui performances, música, teatro, dança, multimédia e cinema, tudo dentro de um plano de residências nacionais e internacionais.

A celebração dos 11 anos conta ainda com uma conversa moderada por Filipa Oliveira, com os convidados Rui Horta, Julião Sarmento e Vera Appleton, com posterior apresentação do livro Appleton Square X+1 que faz uma resenha das atividades até agora desenvolvidas.

Dia 19 de abril, às 22h, o público está convidado e tem entrada livre para esta discussão sobre arte e cultura contemporâneas.

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