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Tanto Mar: Fluxos Transatlânticos pelo Design

A exposição Tanto Mar, Fluxos Transatlânticos pelo Design decorre até 15 de julho e insere-se nos programas MUDE fora de Portas e Lisboa Capital Ibero Americana da Cultura, no Palácio da Calheta.

Esta exposição procura ser um espaço de reconhecimento, consciencialização e debate sobre a riqueza da proximidade entre Portugal e Brasil e conta com um vasto leque de designers Portugueses e Brasileiros, das mais variadas áreas.

Tanto Mar, o título da exposição, corresponde a um refrão de uma música de Chico Buarque, nas suas versões de 1975 e 1978 e sublinha, por esta via poética, a importância da partilha e do encontro entre os dois países representados, uma troca de olhares e de ideias que foram ocorrendo entre as duas curadoras Bárbara Coutinho e Adélia Borges. Tendo em conta a cultura material e os variados tipos de design de cada país, esta foi uma curadoria vivida como um processo dinâmico e aberto.

Esta exposição propõe-se mapear fluxos entre Portugal e Brasil, focando atentamente o design e a cultura material de cada país. Foi o modo escolhido para problematizar a natureza das trocas interculturais e tentar entender como estas se espelham na identidade e na história de cada país envolvido.

Os objetos, móveis, embalagens, peças gráficas, joias e vestuário constantes nesta exposição remetem tanto para a história, identidade, política, cultura material e memória coletiva de cada país – incluindo reinterpretações de algumas marcas e símbolos nacionais – espelham alguns estereótipos e/ou equívocos de representações e imagéticas. Outras peças remetem para a cultura arquitetónica. Outras, ainda, situam-se num território mestiço, já que conjugam e articulam design com artesanato.

Embora Tanto Mar coloque em diálogo obras de diferentes períodos da história de cada país envolvido, incluindo o período de colonização do Brasil, a exposição tem como núcleo central o século XX, sem intenções, contudo, de criar um discurso cronológico ou de esgotar um tema amplo.

Ana Campos nasceu no Porto, Portugal, em 1953. É joalheira e dedica-se, também, à investigação nesta área. No campo do ensino, foi professora de projeto e de teorias da arte e do design da joalharia contemporânea. Até 2013, foi diretora do ramo artes/joalharia e coordenadora da pós-graduação em design de joalharia da ESAD – Escola Superior de Artes e Design, em Matosinhos, Portugal. Tem-se dedicado a curadoria e produção de exposições de joalharia nacionais e internacionais. Licenciou-se em Design de Comunicação na FBAUP. Estudou joalharia no Ar.Co, Lisboa e na Escola Massana, Barcelona, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. Realizou uma pós-graduação em Relações Interculturais, pela Universidade Aberta, Porto, que conduziu ao mestrado na área de Antropologia Visual, cuja dissertação se intitula "Cel i Mar: Ramón Puig, actor num novo cenário da joalharia". A orientação foi de José Ribeiro. Atualmente, é doutorada em filosofia na Universidad Autónoma de Barcelona. Terminou o doutoramento em 2014, com orientação de Gerard Vilar. Desenvolveu uma tese intitulada: "La joyería contemporánea como arte: un estudio filosófico".