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Gigi Mariani: a voz dos metais

Gigi Mariani é um joalheiro que vive em Modena, Itália. Esta é a cidade onde nasceu em 1957.

Gigi Mariani sempre foi fascinado pelo potencial infinito que os metais oferecem e a oportunidade de transformar as suas propriedades e aspetos originais para ampliar o alcance do que pode ser alcançado. Aproveita as técnicas antigas de ourives que quase caíram em desuso, como nielo e granulação, personalizando-as para dar ao seu trabalho um caráter distintivo. Trabalha com metais preciosos, combinando-os com outros metais, como ferro, cobre e latão. Aplica nielo na superfície do metal de modo a que esteja completamente coberto. Desta forma, a preciosidade do metal desaparece deixando o caminho para uma superfície escura e áspera. Através do uso de calor, consegue fissuras e coágulos resultando em superfícies que parecem maltratadas, parecidas com relíquias antigas.

O seu trabalho é baseado na espontaneidade e instinto. Procura transferir as emoções do dia-a-dia para as joias de forma impulsiva. Este processo permite-lhe desenvolver obras únicas e escultóricas. Esforça-se para usar o mesmo tipo de abordagem que quando pinta, costumando tratar a superfície do metal como uma tela. Essa abordagem instintiva é contrariada pelas formas geométricas precisas que usa, pelo que tudo parece ser trazido de volta ao lugar. Gigi Mariani dá voz aos metais. Em alfinetes e pulseiras explora a expressão destas matérias através de uma poética livre de preconceitos, criando texturas densas combinadas com a cor dos metais.

É desde 2013 Vice Presidente da AGC Italy (Associação de joalharia contemporânea). Em 2012, conjuntamente com H. Herb, foi curador da International Jewelry Competition…vices or lifestyle? Em 2011, frequentou um workshop de granulação com Giovani Corvaja, na escola Alchimia em Florença e é membro do sítio Klimt02 e da Crafthaus. Em 2009, envolveu-se com a AGC e foi co-fundador do grupo Artifizio. Colabora desde 2001 com o Museu Arqueológico de Modena. Entre 2001 e 2002 frequentou um seminário sobre classificação de diamantes na Câmara de Comércio de Modena. Em 1985 abriu o seu próprio estúdio na mesma cidade e em 1983 frequentou um curso no laboratório de Goldsmith.

Gigi Mariani recebeu vários prémios, entre estes contam-se o primeiro prémio Joya, em 2014, em Barcelona, o primeiro prémio da Fundação Cominelli, em 2013, o prémio Enjoia’t, em 2012, Barcelona e, em 2011, o primeiro prémio ONOFF, Spazio Aperto 150°, atribuído em Pádua.

Quando às exposições de 2016 salientam-se Les Confluences, Museu do Modernismo Catalão, Barcelona, Selected Stories, galeria Ohmayblue, Veneza, Past present, galeria Alternatives, Roma, Conversation with a cloud, Putti Galleri, Riga, Jewel: the inspiration in the past, Museu da Evolução Humana, em Burgos, After Joya Effect III, em Atenas.

Ana Campos nasceu no Porto, Portugal, em 1953. É joalheira e dedica-se, também, à investigação nesta área. No campo do ensino, foi professora de projeto e de teorias da arte e do design da joalharia contemporânea. Até 2013, foi diretora do ramo artes/joalharia e coordenadora da pós-graduação em design de joalharia da ESAD – Escola Superior de Artes e Design, em Matosinhos, Portugal. Tem-se dedicado a curadoria e produção de exposições de joalharia nacionais e internacionais. Licenciou-se em Design de Comunicação na FBAUP. Estudou joalharia no Ar.Co, Lisboa e na Escola Massana, Barcelona, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. Realizou uma pós-graduação em Relações Interculturais, pela Universidade Aberta, Porto, que conduziu ao mestrado na área de Antropologia Visual, cuja dissertação se intitula "Cel i Mar: Ramón Puig, actor num novo cenário da joalharia". A orientação foi de José Ribeiro. Atualmente, é doutorada em filosofia na Universidad Autónoma de Barcelona. Terminou o doutoramento em 2014, com orientação de Gerard Vilar. Desenvolveu uma tese intitulada: "La joyería contemporánea como arte: un estudio filosófico".

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