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Modernismo brasileiro em exposição

O Museu Coleção Berardo inaugurou a exposição Modernismo Brasileiro na Coleção da Fundação Edson Queiroz que procura dar a conhecer a evolução da arte moderna brasileira ao longo do século XX. Deste modo, percebe-se o rumo singular de várias expressões que, partindo do léxico europeu, viriam a criar uma linguagem muito própria consubstanciada no chamado Neoconcretismo.

De 1920 a 1960 as obras apresentadas fomentam o que foi uma tomada de posição crítica no que à modernidade diz respeito e de como a arte brasileira poderia, dentro do discurso polissémico e global que se vinha avizinhando, criar uma arte arreigada nas suas tradições, no seu território, nas suas comunidades. Recorrendo às palavras de Luiz Camillo Osorio, o neoconcretismo “levou à superação da planaridade” e, “na sua vertente mais experimental e radical”, viria a eliminar a dita “mediação do objeto, a distância tradicional entre obra e processo criativo, entre forma e experiência estética”. Por outras palavras, este foi um movimento que procurou a “articulação entre arte e vida” (1).

A exposição conta, pois, com nomes incontornáveis da arte brasileira e mundial como, por ordem cronológica, Lasar Segall, Flávio de Carvalho, Anita Malfatti, Vicente do Rego Monteiro e Victor Brecheret, Tarsila do Amaral, Cícero Dias, Di Cavalcanti e Candido Portinari, o Grupo Frente e do Grupo Rutura, Ivan Serpa, Tomie Ohtake e Iberê Camargo, estes últimos nomes a aproximarem-se já da Arte Concetual.

Modernismo Brasileiro na Coleção da Fundação Edson Queiroz, com a curadoria de Regina Teixeira de Barros, pode ser vista até 11 de fevereiro de 2018, no Museu Coleção Berardo.

(1) Osorio, Luiz Camillo, “Olhar à margem” (2016). São Paulo SESI-SP Editora: Cosac Naify.

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