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Fazendo sentido de um espólio disperso

Nas últimas duas ou três décadas os museus de cidade têm vindo a ocupar espaço preponderante na museologia. Arquivos, acervos e espólios são mostrados mediante a identidade de um lugar, como redutos de uma memória coletiva. O Museu de Lisboa é um destes casos, com milhares de itens, de entre os quais obras de sobeja qualidade, que pretendem mostrar os vários tempos da cidade, a sua evolução, as suas gentes, a materialidade e imaterialidade de que é feita.

Todavia, são museus cujos espólios carecem de síntese; durante anos careceram de critérios arquivísticos, ao ponto de se tornarem “museus de tudo”. A variedade de artefactos, suportes, expressões e técnicas é imensa, das artes aos ofícios, das artes maiores às menores, do profano ao religioso, do histórico ao quotidiano.

É com base nestas premissas que os alunos do curso de Curadoria de Arte, da FCHS-UNL, conceberam a exposição Ensaios (sobre a mesa): a partir da coleção do Museu de Lisboa e do Museu Bordalo Pinheiro. Mas como norte houve a necessidade de criar (uma palavra acre para o meio, e um tanto quanto belicosa) um espaço de reunião, de partilha, com a mesa como peça centrípeta, à volta da qual tudo gira e à volta da qual temas relativos às coleções destes museus, da cidade e da arte são discutidos.

Do programa da exposição constam duas maratonas nas quais vários convidados são chamados a falar sobre diversas problemáticas centrais e tangenciais à exposição, em sessões de dez minutos, nos dias 23 e 24 de setembro.

O site do projeto é também ele um documento importante, de reunião de matérias, documentação e informação, uma espécie de catálogo provisório e generativo, sempre atualizável, do que pela galeria vai acontecendo. Consultar em ensaiossobreamesa.weebly.com.

Ensaios (sobre a mesa): a partir da coleção do Museu de Lisboa e do Museu Bordalo Pinheiro decorre até ao dia 1 de outubro, na Galeria Quadrum.

Umbigo
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