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As campanhas de moda mais controversas

A relação entre a indústria da Moda e a Advertising Standards Authority (ASA), uma entidade que regula o conteúdo da publicidade, não tem sido mais feliz ao longo das últimas décadas. As campanhas publicitárias, além da sua função óbvia de publicitar, são um cartão de visita para as grandes marcas. Por esta altura do ano começam a ser divulgadas as primeiras imagens para a estação fria. E não há melhor época do que esta para recordar as campanhas publicitárias mais controversas da indústria. Quem as considera controversas/polémicas é a ASA que já proibiu muitas campanhas de serem publicadas.

O desejo de sedução, de venda e de atenção tem levado muitas marcas a recorrer a métodos visuais mais apelativos – através do sexo, dos comentários sociais ou da nudez. Se em 2017 um corpo nu ainda provoca muita confusão, nos anos 70 do século XX, o icónico designer Yves Sainy Laurent decidiu lançar a sua primeira fragrância masculina. De forma a romper com a imagem máscula e viril dos homens nos anúncios da época o próprio deixou-se fotografar nu para a publicidade do perfume Pour Homme. No início do novo milénio Tom Ford assumia o cargo de diretor criativo da maison francesa e em 2002 o designer fotografou o modelo Samuel de Cubber em nu frontal para a publicidade do perfume M7, esta que foi uma maneira de homenagear o fundador da conceituada marca francesa. Em ambos os casos as imagens acabaram por não ser publicadas, pelo menos da forma que foi idealizada, apenas era possível ver o tronco e a cabeça do modelo. Quanto à imagem do designer essa não chegou a ver a luz do dia, só anos depois é que foi publicada e se tornou numa das imagens mais icónicas do designer francês.

Em 2017, a marca norte-americana Eckhaus Latta deu que falar quando as imagens para a primavera foram publicadas. Mike Eckhaus disse à revista W que “tinha de ser autêntico” – de facto foi. Estas imagens chocaram o público devido seu conteúdo gráfico explícito. A intenção da dupla de designers era de retratar o sexo de uma forma verdadeira e não de uma forma pré-fabricada. Uma campanha que demorou seis meses a ser executada devido à dificuldade em encontrar modelos que estivessem dispostos a fazer sexo. O propósito desta campanha era normalizar o sexo – seja ele entre qualquer tipo de género – e não torná-lo sensacionalista.

Estes não foram os únicos exemplos. Falar da Sisley sem abordar as campanhas da marca é quase um pecado. A irmã da United Colors of Benetton em 2007 viu uma campanha ser banida por embelezar o consumo de drogas. Ainda no mesmo ano a italiana Dolce & Gabbana já dava que falar – não pelas melhores razões. Desta vez a dupla de criativos enfrentou a fúria de uma organização feminina espanhola que considerou o anúncio “para lá de ofensivo, com cenas evocando uma violação coletiva” por outro lado a empresária Kelly Cutrone, conhecida por ter sido jurada do famoso programa America’s Next Top Model, escreveu no Twitter: “Acho que simular gang bangs é fixe, mas o casamento entre indivíduos do mesmo género não é. A vida de acordo com a Dolce & Gabbana”.

O veredito final fica ao critério do leitor, não estaremos demasiado preocupados em ser politicamente corretos e tudo aquilo que saia da normalidade já é visto como um grande atentado ao pudor. Na galeria mostramos algumas das campanhas mais controversas na história da Moda.

Rui Matos, 21 anos. Um eterno sonhador e amante das novas tecnologias, da comunicação e das relações interpessoais. A moda, a arte, o cinema e a fotografia sempre foram o seu grande amor. Estudou Ciências da Comunicação e quer ser jornalista. No verão de 2016 estagiou na versão online da Vogue Portugal, o que considerou ser a prova de fogo para a decisão do seu futuro. A prova foi superada com sucesso e já não lhe restam dúvidas: este é o caminho a seguir.

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