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Nuno Lacerda – finalista do prémio Sonae Media Art

“Existe por cá um público interessado em vídeo-arte que está a crescer”

Em maio, a abertura de um novo espaço no largo do Chiado – o hotel Le Consulat – celebra-se com a exposição coletiva Panorama. Entre os artistas participantes está Nuno Lacerda. É nisto que está atualmente a trabalhar, a par da obra que irá expor no MNAC (Museu Nacional de Arte Contemporânea), também no Chiado, juntamente com os restantes quarto finalistas ao prémio Sonae Media Art.

Nuno Lacerda é natural de Lisboa, onde vive e trabalha em diversas áreas. Licenciado em Artes Plásticas, trabalha principalmente em ilustração, vídeo e fotografia, ainda que a música e o teatro sejam outras áreas que explora.

A par do seu trabalho artístico individual, desenvolve atividades educativas para um público infanto-juvenil e com necessidades especiais no atelier de Pintura da Fundação AFID Diferença e Museu Coleção Berardo, projetos onde gosta de se envolver intensivamente e admite que tenham influência no seu trabalho individual: “acredito que há sempre algo que me é caraterístico que se torna visível nos resultados.” Além disso, o trabalho em instituições culturais obriga-o por vezes a colaborar com outros artistas e monitores. Aí, “os trabalhos podem divergir completamente da minha zona de conforto, o que é bom!”.

Explorar novas áreas é um gosto visível no trabalho de Lacerda, que não esconde a responsabilidade que sente enquanto finalista ao prémio Sonae Media Art. “Muitas candidaturas não foram selecionadas em prol do meu trabalho. É um estímulo que me dá confiança.”

Na primeira fase do concurso, concorreu com três vídeos da série Mapas e com o projeto Clique. Para o projeto final, que estará em exposição no MNAC no final do ano e será avaliado pelo júri para decidir o grande vencedor, avança que irá dar continuidade ao trabalho que foi apresentado na sua candidatura, “mas com um aspeto divergente”. “É uma espécie de salto que já há muito tempo queria dar, ainda é cedo para perceber se vou ou não conseguir cumprir as minhas próprias expetativas.”

A par deste concurso, Lacerda já participou em vários festivais. No ano passado, participou no PROYECTOR no Matadero, em Madrid, com o video Escadote, o seu mais recente trabalho apresentado a nível individual. “Lamentavelmente não pude ir até lá, mas a vídeo-arte tem esta grande vantagem de proporcionar com relativa facilidade a participação em festivais por todo o mundo. No meu caso, a porta de entrada para essas oportunidades tem sido principalmente o festival FUSO, organizado pela Dupla Cena, que apresenta os vídeos também no estrangeiro através de várias parcerias.”

Mariana Botelho
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